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Como apoiar o turismo no Brasil após a pandemia

Como apoiar o turismo no Brasil após a pandemia

Tempo de leitura: 7 minutos.

As atividades de turismo no Brasil acabaram sofrendo um grande impacto neste ano, por conta da crise econômica provocada pelo coronavírus. Um estudo feito pela FGV Projetos apontou no início deste ano que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor chegaria a cair cerca de R$ 165,5 bilhões em 2020, uma redução de 38,9% no faturamento em relação ao ano passado.

Em 2019, o PIB do turismo chegou a faturar o valor de R$ 270,8 bilhões. Já com a queda neste ano, o que os dados mostram é que o mercado de viagens foi um dos mais afetados, em virtude das medidas de contenção da COVID-19.

Segundo os dados do Pew Research Center, atualmente, 93% da população mundial vive em países que adotaram algum tipo de medida de restrição de viagem, e três bilhões de pessoas ao redor do mundo estão em países que fecharam totalmente suas fronteiras para estrangeiros.

Aqui no Brasil, a crise na área também acabou trazendo consequências desanimadoras, já que o turismo estava sendo um ótimo mercado no quesito gerar empregos em todas as faixas de renda. As atividades dessa natureza envolvem principalmente, e em grande escala, as áreas de menor grau de especialização.

Foi projetado que para recuperação das atividades turísticas seria necessário pelo menos um ano. Segundo estudos apresentados, os ganhos em 2021 com o turismo devem alcançar a marca de R$ 259,4 bilhões, valor 4,2% inferior ao patamar de 2019.

Confira o artigo que a Unidas preparou para você.

 

Como apoiar o turismo no Brasil após a pandemia interna

Entenda como apoiar o turismo no Brasil após a pandemia

Em resumo, no final das contas o setor turístico brasileiro perderá cerca de R$ 116,7 bilhões no biênio 2020-2021. Para restaurar essa perda, será preciso que o setor cresça em média 16,95% ao ano em 2022 e em 2023, com PIB de, respectivamente, R$ 303 bilhões e R$ 355 bilhões.

Leia também: Destinos no Brasil para 2021.

Mudanças estruturais no turismo do Brasil e do mundo

Embora essa seja considerada a pior crise pela qual o setor já passou, ainda estamos no meio da pandemia, enfrentando as restrições de viagens por todo o planeta e orientação de distanciamento social em vários países, o que não torna possível uma atividade que é caracterizada pela interação social, cultural e pelos deslocamentos das pessoas.

Quando paramos para analisar, percebemos que ainda é muito cedo para afirmar quais mudanças estruturais acontecerão.

O que vem sendo analisado e pode permanecer após a crise é a forma como turistas e prestadores de serviços do setor vem se comunicando. As empresas, sejam de hospedagem, de agenciamento, equipamentos, atrativos, etc., estão em busca da proximidade dos seus clientes.

As redes sociais, que já estavam ganhando bastante espaço no marketing turístico nos últimos anos, passam a ser ainda mais relevantes. Se anteriormente as empresas faziam ofertas e promoções pelas redes sociais, hoje fazem lives sobre saúde e bem-estar, temas que não estão diretamente relacionados aos serviços que oferecem, e outros tipos de publicações não convencionais.

Hoje vemos campanhas desestimulando as viagens por conta do vírus, o que é exatamente oposto ao que faziam anteriormente.

Leia também: Descubra o Delivery Unidas.

Estratégias do turismo para os próximos meses

Por se tratar de uma situação atípica na humanidade, desde que a atividade turística se consolidou como um dos mais importantes setores da economia mundial, é impossível prever de fato qual será o cenário pós-pandemia.

Dessa forma, estabelecer estratégias para depois da crise se torna um exercício de futurologia, uma vez que os impactos econômicos e sociais da pandemia para o turismo ainda não estão claros. Mas o que pode ser feito no momento pode ser lido a seguir.

Não cancele, adie!

Como lidar com a situação? Para entender melhor as finanças das empresas do setor, a Abav vem anunciando uma campanha com o seguinte slogan: “Não cancele, adie”. O objetivo é que os turistas não desistam das suas passagens, mas apenas adiem seus planos de viagem. Isso evitaria que as agências tivessem de arcar com os custos de reembolso.

“O consumidor que adia sua programação para o futuro garante sua segurança e ainda colabora com esse setor, que tem grande peso na economia nacional e mundial, englobando atividades como restaurantes, hospedagem e similares, transporte de passageiros, agências de viagens, cultura e lazer”, explica a Abav, em nota.

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Conclusão sobre o turismo após pandemia

Com todas as incertezas que o cenário atual nos proporcionou, uma coisa é certa: nada será como antes e vai ser muito difícil alguém se sentir à vontade com a proximidade social, que, assim como a economia, será retomada pouco a pouco.

A informação junto com a prevenção e o discernimento continuarão sendo o porto seguro para quem não abre mão de viajar.

Já podemos observar que muitos estabelecimentos têm se reinventado na pandemia, inclusive no turismo, sendo que esse parece ser o foco principal para os tempos que virão. No que se diz respeito à retomada segura de fato dos serviços de hospitalidade, tudo vai começar a entrar nos eixos quando surgir uma vacina para combater o vírus e as empresas já tiverem seus planos de ações e business remodelados.

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Nosso papel é conseguir, da melhor forma, manter essa área rodando, pois automaticamente irá atingir a todos em questões de valores e opções de viagens. Se está pensando em fazer aquela viagem de comemoração quando tudo isso acabar, já pode ir pesquisando sobre como as empresas estão se posicionando e como você pode contribuir com os negócios que atendem às suas expectativas.

Continue acompanhando nosso blog e até a próxima!

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